29 outubro 2019

[RESENHA] Quando a Luz Apaga - Gustavo Ávila



TÍTULO: Quando a Luz Apaga
ANO DE LANÇAMENTO: 2019
EDITORA: Verus
NUMERO DE PAGINAS: 476
CLASSIFICAÇÃO: 


SINOPSE: Novo livro do autor de O sorriso da hiena. Quando supostos desaparecimentos de moradores de rua chegam ao conhecimento de Artur Veiga, o detetive inicia uma investigação própria para comprovar os fatos, já que não há indícios concretos sobre os crimes. Sem desconfiar que havia um plano maior por trás da série de desaparecimentos, Artur se vê diante de um caso mais complexo do que imaginava, que o desafia em uma trabalhosa busca, levando-o para dentro de uma realidade que sobrevive às margens da vida cotidiana. Enquanto o detetive busca encontrar a verdade, um criminoso tem como objetivo expô-la, movido pelas engrenagens da própria sociedade que o criou. Dentro dela, as normas sociais limitam a felicidade, demonizam os desejos individuais e buscam oprimir o sentimento livre, utilizando o discurso da decadência de valores para solidificar os moldes de uma sociedade reprimida e adestrada.


         Impactante, assustadora e eletrizante é essa história que eu não conseguia desgrudar por 1 segundo, não dá nem para perceber o quase calhamaço que é de tanto que a leitura flui e tem todos os elementos que gosto em um suspense, vários personagens com descrições que nos aproximam deles, vários ambientes onde podemos acompanhar tudo que está acontecendo, para resumir: é viciante! 

           Aqui encontramos dois assuntos que nortearam toda a história, a primeira é sobre o desaparecimento de moradores de rua e a outra é sobre o mundo do teatro, ambas nos farão adentrar em seus mundos! Vamos conhecer mais profundamente os sofrimentos das pessoas que moram na rua, o que as levaram até lá, quais são os perigos de se viver expostos a tantas coisas ruins, a insignificância que representam para a sociedade e também como é construído um personagem para o teatro, como são os ensaios chegando a esperada apresentação até a temida crítica!

       Tudo começa a ficar mais agitado quando um estudante decide viver como um morador de rua por 1 semana e acaba sendo vítima das atrocidades desse meio. É quando aparece novamente o detetive Artur que está entediado em suas férias e começa assim uma investigação informal sobre esses desaparecimentos, nos levando a todo momento a suposições e descobertas.

      Essa história nos joga na mais profunda necessidade humana, a vontade de ser notado, ser notado pelo que é, pelo que realmente é, não ser julgado pelo estereótipo e sim ser valorizado por tudo que já fez, também fala sobre compreender outrem, entender que cada um tem suas particularidades e nem todos vão sentir e agir da mesma forma que a nossa! É uma história real, cruel e que nos bombardeia sobre um assunto para qual tapamos os olhos!

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