24/11/2017

Cinco livros clássicos que você precisa comprar na Black Friday

Vi uma dica super legal, e como 3 destes 5 livros estão entre meus desejados, resolvi compartilhar com vocês. Lembrando que o link para o site que postou essa dica está no fim da postagem.

Cinco livros clássicos que você precisa comprar na Black Friday

  • De Dostoiévski a Clarice Lispector, obras que marcaram gerações ficarão mais baratas na última sexta-feira de novembro.


Ag. Conversion
Seguindo uma tradição que cresceu no Brasil nos últimos cinco anos, os grandes lojistas do país já começaram a se preparar para a “sexta negra”, conhecida internacionalmente como Black Friday e que acontecerá, neste ano, no dia 24 de novembro. A expectativa é que os preços caiam até 80% em setores como o de livros e de roupas.
Eles, aliás, são os que mais se aproveitaram da sexta-feira de descontos nos últimos anos. De acordo com a consultoria de mercado Nielsen, comparando as quatro semanas anteriores à Black Friday de 2016, o setor de livros teve um incremento de 115% nas vendas e de 65% no faturamento.
Em comparação com a Black Friday de 2015, o volume de vendas cresceu 10% em 2016 e elevou o faturamento das livrarias em 12%. Os livros foram vendidos, em média, a R$ 33 cada um, um desconto médio de 27%.
Para se antecipar ao período de descontos do mês que vem, A Crítica fez uma lista de cinco livros clássicos que costumam ser mais caros durante o ano todo e que, durante a Black Friday, devem ficar mais em conta: 
Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski
Publicado em 1866 pelo escritor russo Fiódor Dostoiévski, que já tinha lançado oito romances nas décadas anteriores, Crime e Castigo é considerado um dos grandes livros escritos no século XIX. Narra a história do estudante Rodion Raskolnikov, que planeja e executa o roubo e o assassinato de uma senhora agiota com quem havia contraído dívidas em São Petersburgo, na Rússia. Com o dinheiro dela, o personagem acreditava ser possível fazer boas ações para amenizar a sua culpa pelo crime. A situação se complexifica quando, durante o ato da morte, Raskolnikov é surpreendido por Lisavieta, irmã mais nova da senhora, que também acaba morta para não servir de testemunha.
A importância de Crime e Castigo não é apenas literária: lido por filósofos como Nietzsche, Freud e Sartre e escritores como Camus, Orwell, Kafka e Proust, ele consagrou o romance como estilo em que, além de apenas narrar uma história, seria possível ensaiar a existência humana em diversos aspectos. “É uma história que debate a moral e questiona os homens tomando decisões”, diz o jornalista e crítico Alexandre de Santi.
Grandes Esperanças – Charles Dickens
Um dos livros mais adaptados para outras linguagens (cinema, teatro, série televisiva e até quadrinhos), Grandes Esperanças foi lançado em três volumes pelo escritor britânico Charles Dickens em 1861, durante o período chamado de “vitoriano” por causa do reinado de Victoria. Nele, o autor conta a história de Pip, um rapaz do campo que muda para Londres e, com sua consequente ascensão social, passa a desprezar a vida anterior.
Em Grandes Esperanças, há todos os temas que estavam em voga tanto na literatura como na realidade, tais como o amor não correspondido, a estética, as desigualdades sociais, o racismo, a escravidão e a colonização inglesa pelo mundo. Assim como Crime e Castigo, foi lido por um espectro grande de pensadores dos séculos subsequentes.
1984 – George Orwell
O livro 1984, de Orwell, se tornou um clássico por uma série de motivos: além de ser uma crítica direta ao stalinismo soviético que começava no ano em que foi lançado (1949), ele também previu uma série de fenômenos pelos quais o mundo passaria nos anos seguintes, como a vigilância constante, a manipulação da história e a continuidade das guerras.
A obra conta a história de Winston Smith, um trabalhador obediente ao Grande Irmão, o líder de um partido único que controla toda a sociedade e que é cultuado como um deus pelas pessoas ao redor – e que Orwell deixa no ar se existia de fato ou era apenas uma forma de vigilância. Como funcionário do departamento de modificação da história, Smith passa a desconfiar de que tudo o que havia vivido até então era mentira. A situação se torna mais complexa quando ele se apaixona por outra trabalhadora do mesmo setor, Julia.
Em janeiro, o jornal espanhol El País publicou que, desde a chegada de Donald Trump ao cargo de presidente dos Estados Unidos, o livro se tornou o mais vendido nas livrarias do país. Segundo alguns autores, o crescimento teve a ver também com a escolha da palavra “pós-verdade” para representar o ano de 2016, quando se expandiu o fenômeno das fake news.
Cem Anos de Solidão – Gabriel García Márquez
Conhecido do grande público latino-americano, Cem Anos de Solidão, publicado em 1967 pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez, à época morando no México, foi considerado o principal livro já feito no continente americano e o segundo mais importante em língua espanhola, depois de Dom Quixote de la Mancha.
A obra perpassa cem anos da história da família Buendía em uma cidade fantasiada pelo autor, Macondo. Durante esse tempo, os seus membros vão vivenciando acontecimentos históricos, como as guerras entre liberais e conservadores na Colômbia, a chegada das companhias bananeiras estadunidenses ao Caribe e a expansão das novas tecnologias.
Até hoje há um imenso debate sobre qual história “Gabo” tentou contar na obra: a da sua cidade natal, Aracataca, no interior da província de Magdalena, cujas descrições com Macondo são semelhantes, a da Colômbia, pelos registros históricos, ou a da própria América Latina. Seja como for, em 1982, ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura muito por causa do livro.
A Hora da Estrela – Clarice Lispector
Um dos grandes clássicos da literatura brasileira do século XX, A Hora da Estrela foi lançado em 1977 pela escritora ucraniana Clarice Lispector, que veio para o Brasil ainda criança com a família que fugia da Guerra Civil Russa. Nele, um escritor fictício chamado Rodrigo S. M. conta a rotina da datilógrafa alagoana Macabéa, recém-chegada ao Rio de Janeiro e, por isso, ainda impressionada com as diferenças culturais entre Maceió e a capital fluminense.
Macabéa, segundo a própria Clarice, faz referências à sua infância no Nordeste e à sua chegada ao bairro de São Cristóvão, no Rio. No entanto, muitos críticos apontam que existem elementos filosóficos na obra a partir dos limites do conhecimento do mundo pela palavra e pela consciência. Essas percepções foram muito estudadas nas décadas seguintes, exaltando A Hora da Estrela como o clássico que é atualmente.

Post original: Acritica

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