19/07/2017

[Resenha] Misery - Louca Obsessão




Misery
Stephen King
Publicação Original: 1987
Suma de Letras
Ano de Lançamento: 2014
Número de Páginas: 326
Skoob: adicione à estante

Classificação: ★★






Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, em 'Misery - Louca obsessão', Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.




  • "Ele descobrira três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após ter emergido da nuvem escura. A primeira era que Annie Wilkes tinha bastante Novril (na verdade, tinha muitos remédios de vários tipos). A segunda era que ela era viciada em Novril. A terceira era que Annie Wilkes era perigosamente louca."




A história começa nos mostrando o protagonista Paul Sheldon, um escritor famoso por sua série de romances (de banca) em seus infindáveis ciclos de inconsciência e semi-consciência onde nos mostrava junto a ele a companhia de uma estranha mulher.
E aí, logo entendemos que ele sofreu um trágico acidente e foi "salvo" pela estranha figura de Annie Wilkes,  e esses "ciclos de inconsciência e semi-consciência" são causados pelos fortes analgésicos a que ela o está submetendo.
Ele não se lembra de nada a principio e tem inúmeras paradas cardíacas, mas Annie, sempre estava lá. Logo ele descobre que suas pernas estão machucadas (muuuito machucadas) e para aliviar a dor, ela ministrava um remédio chamado Novril que acabou deixando ele viciado. A todo momento o seu subconsciente avisava que tinha algo de errado naquela situação toda. O que ele estava fazendo na casa dela e não em um hospital? Porque ninguém havia procurado por ele ainda? Essas respostas logo vieram, mas uma coisa era certa: Annie Wilkes era perigosamente louca!


  • "Eis uma mulher que tinha sido enfermeira - disso ele tinha certeza. Ela ainda era enfermeira? Não, porque não saia pra trabalhar. Por que ela já não trabalhava? Ela certamente não batia bem; dava para ouvir os parafusos soltos chacoalhando quando ela mexia a cabeça. Se aquilo era óbvio pra ele, mesmo em meio à névoa de dor em que vivia, certamente teria sido óbvio para os colegas de trabalho."



Chamar Annie de louca é um elogio. King consegue fazer dela um enigma. Ela é completamente instável, ao ponto de explodir a qualquer momento, e por qualquer motivo. Ela é, em minha opinião, uma das personagens mais bem desenvolvidas do King. E o ponto que o livro trabalha mais como o nosso psicológico é o fato de acompanharmos tudo pelo ponto de vista de Paul, sempre existindo o mistério do que se passa na cabeça de Annie. E isso é o que me fez prolongar um pouco a leitura, a toda hora eu parava de ler e olhava para os lados sentindo uma presença, um desconforto. Eu não acreditava no que ela fazia, do que ela era capaz (e sei que existe gente assim realmente, e/ou pior). Essa mulher me atormentou ainda alguns dias após eu ter terminado essa leitura, tive todos pesadelos possíveis. Hahaha





  • "- Acho que você pensa em escapar. Como um rato na ratoeira, não é? Mas você não vai escapar, Paul. Se essa fosse uma das suas histórias, talvez você conseguisse, mas não é. Eu não posso deixar você ir embora... mas posso ir com você."


O livro é um terror psicológico, não tem nada de sobrenatural (muita gente me pergunta isso), a diagramação e layout do livro é realmente espetacular. Folhas amareladas que deixam a leitura super confortável. A capa combina perfeitamente com a história e deixa o leitor bem instigado. Assim como todos os outros livros que já li do King eu repito: Leia! Esse livro é maravilhoso!
Não vou me aprofundar falando aqui sobre o filme que também é muito bom (fica para outro post) Mas se você se aventurar nessa obra, corra depois para assistir ao filme que é bem fiel ao livro.


Annie Wilkes - Filme Misery

13 comentários:

  1. Jesus, olha esse gif dessa louca mandando beijo... Socorro! Hahaha
    Amiga, eu finalmente pude entender porque você ama tanto a escrita do King, após eu ler It A coisa. É fantástica a escrita desse homem, porém livros como Misery eu não tenho emocional pra ler. A crueldade é tamanha que me dá náuseas sem nem ter lido o livro. Não aguento! Hahaha

    Beijos

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    1. Se viu né amiga! A escrita dele é apaixonante! Realmente essa mulher é dose, hahaha

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    2. Esqueci de mencionar que esse livro, como eu já tinha dito, não recomendo pra você, pois conheço do teu gosto! :)

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  2. Oi Day, tudo bem? Todo mundo fala super bem de Misery! Tanto que apesar de não encarar bem o terror psicológico eu morro de curiosidade! E com certeza quero ver o filme também!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Oi Mi, pois é esse é de tirar o fôlego! Assista o filme que é uma adaptação ótima e se curtir lê que vai adorar!! Obrigada pela visita!! <3

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  3. Que máximo. Estou bem procurando um livro para começar a ler esse estilo de livro.
    Eu já tinha assistido o filme mas não sabia que era baseado em um livro, eu adorei.
    Vou ler com certeza! adorei seu blog

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    1. Oi, tudo bem?! Que bom que curtiu. O filme é muito bom né?! Leia sim o livro, vai adorar!
      Que bom que curtiu o blog, seja sempre bem-vinda!

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  4. Oi Day!
    Eu também gostei bastante de Misery e concordo com você: Anne Wilkes é uma das personagens mais bem desenvolvidas do King. A mulher é completamente louca e imprevisível.
    É o tipo de livro que mostra que se o autor se sai bem quando tende para o sobrenatural, se sai ainda melhor quando explora só os personagens, né?
    Ainda não assisti o filme, mas tenho bastante vontade ;)
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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    1. Oi Mari, que bom você por aqui...
      Pois é, esse livro deixa a gente com o coração na boca!
      Olha só, o filme é bem fiel ao livro, muito legal... Só o final que é um pouquinho diferente... Bom né? Que já assistimos sem spoiler..rsrs
      Beijos!!!

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  5. Adoro,essa historia,esta na minha lista de preferidos.
    Amiga amei a resenha.
    bjo

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    1. Obrigada pela visita amiga! Esse é muito bom mesmo né?! Beijos!!!

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  6. Olá, tudo bom? :)
    Meu deus, Day! Me deixou louca pra ler essa obra! King pelo visto arrasa sempreeeeeee! Ficou maravilhosa a resenha e adorei os quotes selecionados. <3 Pretendo ler este assim que conseguir adquirir o livro.
    Beijos, Yasmim.

    Blog: http://literarte.blog.br/
    Insta: http://instagram.com/blogliterarte/

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    1. Oi Yas... Hahaha, que bom que gostou. Vi que você colocou na sua meta de leitura! Ebaaaaa! Leia, vai adorar!

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