19 janeiro 2020

[RESENHA] O Oitavo Demônio - Paulo Azevedo


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TÍTULO: O Oitavo Demônio
ANO DE LANÇAMENTO: 2018
EDITORA: Chiado
NUMERO DE PAGINAS: 168
CLASSIFICAÇÃO: 


SINOPSE: Romance sobre os Pecados Capitais, tendo como protagonistas um homem em seu leito de hospital e seu alter ego, passando a limpo toda uma vida, através dos seus pecados demoníacos. Não passamos pela vida impunemente. Avareza, Gula, Preguiça, Inveja, Luxúria, Ira e Soberba, demônios em prol de vícios, pecados ou virtudes? Quem está no comando? A razão, a consciência, ou os sete demônios que manipulam todos os nossos dias, ofertando-nos prazeres sem limites ou culpas? As delícias do sexo e todas as suas orgias; a obra não realizada e deixada para o eterno amanhã; o ódio pela alegria do outro; o dinheiro guardado no bolso, para levar no caixão; a comilança insana, por res homéricos e a ressaca moral; o desdém pela raça humana e, talvez, a morte como sancão aos demônios. Será? Vícios, liberdade ou prisão; pecados, culpa da alma ou redenção. Vale tudo? São argumentos finais de uma vida ácida e medíocre, sem respostas prontas, apenas a necessidade em descobrir o Oitavo Demônio. Exorcize-o se for capaz.

09 janeiro 2020

[RESENHA] Depois Daquilo - Vanessa Brunt


TÍTULO: Depois Daquilo 
ANO DE LANÇAMENTO: 2018
EDITORA: Chiado
NUMERO DE PAGINAS: 578
CLASSIFICAÇÃO: 


SINOPSE: QUAIS SÃO AS SUAS MARCAS? QUAIS SÃO OS SEUS DEPOIS?
"O que acontece depois do acontecido? De uma ida, uma vinda, uma revolta, um desvendar...? Depois é a hora do dê pois, do sentido para os caçadores de entrelinhas, das sobras que fazem obras, do que aparece somente para quem cava e permite o buraco para além olhar. É a hora do que ganha na perda do sido e do que não é, jamais, ido." (Vanessa Brunt)
Depois daquilo, independente do ocorrido, você digere: Ao digerir, anota intrinsecamente e guarda a marca, a consonância e o que vier de produtivo a partir do feito, em uma eterna releitura entre âmbitos positivos e negativos, que sempre são também um, um pouco do outro.
Nada é em vão: nisto assegura-se esta obra.
Neste fruto dos passados, a escritora e poetisa de todas as coisas reúne crônicas irreverentes, frases, pensamentos meditais e deleitosas poesias (constando de variadas brincadeiras com palavras) que abordam temas diversos voltados para os relacionamentos humanos atuais, para a ética e para formas de autoconhecimento – em meio a uma sociedade que visa o desapego –, fazendo com que as indagações, pesares e vivências façam muito mais sentido.
Sem exigência de uma leitura linear, podendo ser aberto em quaisquer páginas, enviando respostas e/ou meditações de forma dinâmica, este é mais um retrato escrito em que Brunt expandirá suas concepções e acalentará cicatrizes, ou irá contundi-las um pouco mais em meio às identificações.

[RESENHA] O Zahir - Paulo Coelho


TÍTULO: O Zahir 
ANO DE LANÇAMENTO: 2019
EDITORA: Paralela
NUMERO DE PAGINAS: 352
CLASSIFICAÇÃO: 


SINOPSE: Uma história fascinante sobre o significado e o poder do amor, e sobre a relação íntima entre a liberdade, a realização pessoal e a necessidade que cada um tem de alcançar seus objetivos.
Muitas perguntas surgem quando Esther, a esposa de um famoso escritor, desaparece sem deixar rastros. Teria ela, uma bem-sucedida jornalista que cobriu a guerra no Iraque, sido vítima de assassinato ou sequestro? Ou simplesmente decidira fugir com seu amante? Afinal, como Esther se sentia em relação ao casamento?
Disposto a reencontrar sua amada e preocupado com o que teria acontecido com ela, o escritor viaja ao Cazaquistão com um desconhecido para desvendar o significado do amor e as muitas maneiras pelas quais esse sentimento pode se manifestar em nossa vida. Traduzido para mais de 40 línguas e publicado em dezenas de países, O Zahir é uma jornada de autoconhecimento, do aclamado autor de O alquimista e Hippie.

23 dezembro 2019

[RESENHA] The Umbrella Academy

TÍTULO: The Umbrella Academy
ANO DE LANÇAMENTO: 2019
DISPONÍVEL: Netflix
NUMERO DA TEMPORADAS: 1
GÊNERO: Aventura, fantasia e ação.
CLASSIFICAÇÃO: ★ + 🖤



SINOPSE: Antes de falecer, o milionário Sir Reginald Hargreeves adotou sete crianças a fim de treiná-las para combater o mal. Depois que ele morre misteriosamente, esses jovens habilidosos unem suas forças para seguir o caminho para o qual seu pai adotivo os criou e acabam se envolvendo em um mundo muito mais perigoso do que eles imaginavam ser possível.



19 dezembro 2019

[RESENHA] À Sombra do Jatobá - R. C. Maschio



TÍTULO: À Sombra do Jatobá
ANO DE LANÇAMENTO: 2018
EDITORA: Expressão & Arte
NUMERO DE PAGINAS: 168
CLASSIFICAÇÃO: 


SINOPSE: Há livros e personagens que participam de muitos momentos de nossa vida, com
quem dialogamos em silêncio, compartilhamos alegrias, frustrações, medos,
ansiedades. E com quem, sobretudo, aprendemos. O que não é a escrita senão um
compartilhar de experiências deste amadurecimento contínuo de que é feita a vida?
Senão um exercício de alteridade, de humanidade?
O livro de RC Maschio volta cerca de 140 anos no tempo, exorcizando fantasmas que
insistimos em manter colados à nossa psiquê coletiva, mesmo que não mais sob um
Brasil Império. Mas sobre isso falaremos ao final.
É preciso falar antes que “À Sombra do Jatobá” bem poderia ser simplesmente
“Ercília”, a personagem que alinhava o desenvolvimento de toda trama, em sua
condição de escrava - sem direito a quase nada, sequer à vida em alguns momentos -,
mas que persiste em sua autonomia inviolável enquanto ser, convicções e valores.
Esse é o grande aprendizado que Ercília nos deixa, bem como àqueles que lhe estão
próximos na história, como as meninas Teodora e Cândida: A de que podemos
encontrar nosso equilíbrio mantendo-nos invioláveis enquanto alma, espírito, sujeito ou
qualquer outra designação que a filosofia, psicologia ou religião costuma designar para
a nossa individualidade. Isso nada tem a ver com o discurso contemporâneo da
“resiliência”, que tem fins outros que não nos cabe citar aqui. Tampouco tem a ver com
resignação ou passividade, mas sim, com sabedoria.
De outro modo, voltar a este Brasil Império nos possibilita, uma vez mais, resgatarmos
páginas negadas de nossa história por um tipo de pensamento raso e desonesto muito
acentuado nos dias de hoje, que procura livrar-se de muitas responsabilidades que
deveriam estar sobre os próprios ombros.  Difícil saber, nesse ambiente tão
conturbado e polarizado que o Brasil vive nos anos recentes, como será recebida a
história de Ercília e de suas meninas Teodora e Cândida. Mas um escritor não deve
buscar a aprovação, o sucesso, senão dar voz às suas inquietações, ele tira de dentro
de si aquilo que os não escritores não conseguem alcançar. É uma viagem interna, ao
mesmo tempo em que, nesta obra, uma volta ao tempo necessária ao País.

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